Imagens: Divulgação

A Tesla que se cuide! Novo modelo da Audi chega para disputar seu espaço no segmento dos elétricos premium.

Há pouco tempo atrás, a Tesla reinava sozinha com seus modelos elétricos de luxo, mas este cenário vem mudando depressa. A urgência por soluções para os problemas ambientais (causados em grande parte por veículos a combustão) ao redor do mundo, incentivou diversas montadoras a adotar combustíveis alternativos.

Recentemente, o grupo VolksWagen também entrou nessa empreitada, com a subsidiária Audi e seu modelo E-Tron, do qual já falamos aqui no blog.

Após o escândalo sobre o Dieselgate (sobre fraudes em testes de emissão de carbono), o grupo alemão busca restaurar sua imagem manchada, e o modelo de sua subsidiária foi eleito para essa missão.

Para isso, a Audi investiu pesado em soluções tecnológicas que foram incorporadas ao E-Tron, e fazem dele um dos veículos mais avançados da atualidade. Entre elas, a bateria de íons de lítio de 95 kWh e os motores que impulsionam cada um dos eixos se destacam. O modelo conta também com outros atributos inovadores, como o sofisticado sistema de recuperação de energia, e o minucioso trabalho aerodinâmico — que fez os engenheiros eliminarem até os espelhos laterais — e seu interior, muito bem planejado e acabado.



Como mencionado acima, há dois motores elétricos. O dianteiro tem potência equivalente a 168 cv e o de trás tem 188 cv — a potência combinada é de 355 cv e 57,1 kgfm, ou 402 cv e 67,7 kgfm no modo Boost. O conjunto elétrico permite arrancar de zero a 100 km/h em 6,6 segundos (ou 5,7 segundos no modo Boost). De acordo com a Audi, a autonomia é de 400 km, mas com essa potência à disposição, controlar o uso do acelerador não é fácil.

O Audi E-Tron não foi pensado somente para o asfalto, e também é capaz de encarar trajetos off-road graças à gestão eletrônica da entrega de torque de cada motor elétrico, o que, em suma, permite ao modelo rodar como um veículo com tração integral. Assim, diante da menor indicação de deslizamento, entram em ação as rodas com melhor tração para seguir o caminho.

A experiência entregue a bordo do modelo elétrico da Audi é impecável. O estilo e o design é o mesmo que se vê no mais recente A8 e também no novo Q8, ou seja, traços retos e um painel dominado por telas grandes e sensíveis ao toque que permitem controlar praticamente todas as funções do veículo. A tela superior é responsável pelo controle de navegador, áudio, telefone e configurações do carro, enquanto a de baixo é destinada ao climatizador e aos modos de condução.


Um outro detalhe que faz a diferença é o Virtual Cockpit. No e-tron, o sistema aparece com uma ligeira evolução em relação a outros modelos, com resolução maior do que a já vista, além de uma cobertura de cristal que dá uma aparência ainda mais sofisticada. No quesito de equipamentos, não falta nada: head-up display em cores, ar-condicionado de quatro zonas, bancos com aquecimento e resfriamento, revestimento de couro e câmera de 360 graus, entre outros.



Um detalhe que chama muita atenção, e que já mencionamos acima, é a substituição dos retrovisores externos por câmeras de alta resolução que exibem imagens em telas na parte superior da porta. Visualizar a do lado direito é bem natural; já a do lado esquerdo, o condutor necessita tempo para se adaptar.

O Audi e-tron já está à venda nos Estados Unidos e os preços partem de US$ 74.800 (cerca de R$ 287 mil, em conversão direta). Ele é esperado para o mercado brasileiro a partir do segundo semestre, com valor aproximado a casa de R$ 500 mil.

Rodando, o Audi e-tron é incrivelmente silencioso, mesmo em altas velocidades. A 140 km/h, o único som perceptível é o do vento. Não é à toa, já que a preocupação com a aerodinâmica foi grande: grade ativa, parte inferior totalmente coberta, substituição dos retrovisores por câmeras, rodas e outros detalhes resultaram em um coeficiente de arrasto de 0,27 Cx — notável quando se lembra que se trata de um SUV de grandes dimensões.


Em declives é possível comprovar a capacidade de regeneração de energia do modelo. As borboletas atrás do volante têm duas posições e controlam manualmente esse sistema. A do lado esquerdo aumenta a capacidade de regenerativa; a do lado direito atua para deixar o carro mais agressivo (entretanto, com menos recuperação de energia). O sistema possibilita ainda recuperar até 30% da autonomia total.


No fim das contas, o Audi E-Tron é tão silencioso, refinado e bem construído que a experiência a bordo consegue ser melhor que a de modelos mais tradicionais no segmento elétrico, superando inclusive alguns modelos da Tesla.


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