Vinhos tintos
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Vinhos tintos

Nas próximas colunas iremos falar sobre as variedades mais famosas e conhecidas que compõem uma das características mais notáveis dos vinhos: a cor. Começaremos pelo tinto, considerado o rei dos vinhos. Em colunas posteriores, faremos essa viagem cromática através dos brancos e rosés.

Não falaremos sobre todos, mas abordamos os mais significativos. Está preparado para uma viagem pelas cepas do mundo?

 

A uva Cabernet Sauvignon é considerada a rainha das cepas tintas e tem origem francesa, de Burdeos. Quando estão bem maduras e na época adequada, podem permanecer por muitos anos na preciosa garrafa que as guarda. O destaque de sua produção está nos vinhedos de Médoc e Graves, em Burdeos, na Europa; nas colinas ensolaradas de Napa Valley, na Califórnia; no apreciado Vale do Maipo, nos Andes; e nas frias montanhas de Coonawarra, na Austrália.

Variedade de origem muito antiga, o Cabernet Franc também vem da França. Há uma corrente que diz que é o antecessor do Carbernet Sauvignon, dando origem a ele quando combinado geneticamente com o Sauvignon Blanc de mesma origem. É um pouco mais suave do que o Cabernet Sauvignon.

Supõe-se que o Syrah tenha sua origem na região persa, e que as cruzadas o levaram a território francês. Seu exponente máximo pertence à Austrália, com alguns Syrah de renome internacional. É um vinho de taninos poderosos e doces, com notas de frutas e especiarias.

Originalmente de Maridan Francia, Tannat é a cepa emblemática da vitivinicultura uruguaia. Uma uva exótica, a variedade Tannat produz vinhos muito coloridos e poderosos, com taninos delicados, porém notáveis. Isso faz com que este vinho consiga envelhecer com elegância.

Malbec é uma cepa de origem francesa muito expandida, própria da vitivinicultura argentina. Recebeu diversos prêmios internacionais, e profissionais afirmam que possui mais qualidade nesta região do que na original.

Cepa clássica da península italiana, a Bonarda vem de Piemonte. Como varietal, às vezes corta com um mínimo de Cabernet Sauvignon ou Malbec. Possui a qualidade especial de melhorar e equilibrar vinhos de corte, com final de boca com leve adocicado. Sua cor é rubi brilhante, e seu aroma relembra flores e frutas vermelhas, como framboesa, amoras e morangos.

Cepa muito antiga cultivada em território francês (nas regiões de Médoc e Burdeos) anteriormente à emblemática Cabernet Sauvignon, a Petit Verdot possui um lugar de interesse na combinação de vinhos tintos contribuindo, nos vinhos de corte, com intensidade de cor, riqueza aromática e de taninos, junto a um interessante suplemente de álcool, que sem dúvidas ajuda a apresentar estabilidade nos vinhos durante o envelhecimento em garrafa.

De origem francesa, o Merlot tem maior expressão em St. Emilion e Pomerol, dando corpo e aspecto frutado aos vinhos de cultivo, sendo uma das principais variedades mundiais para a elaboração de vinhos tintos. Seu nome é originário de uma ave chamada de ‘mirlo’, que sobrevoava a região e tinha coloração bem escura – como a das uvas do tipo Merlot.

Originária da região francesa de Médoc, o Carmenère foi exterminado da Europa pela filoxera no século XIX. Em 1994, um enólogo francês, Jean Michel Bomsigniot, descobriu no Chile exemplares autênticos desta cepa, que até aquele momento era considerada como sendo Merlot. Desde então, o Carmenère é produzido ao sul de Santiago do Chile, em Colchagua.

O Sangoivese é de origem italiana, mais precisamente da região de Toscana, e conhecido na antiguidade pelos romanos. Tempos atrás, foi confundido na Argentina como um Lambrusco e, atualmente, subsiste em uma multidão de sub-variedades.

O Tempranillo é uma variedade de tinto muito desenvolvida na Península Ibérica por grandes vinhedos espanhóis. Sua denominação indica características de uma maturação precoce, sendo privilegiada por melhorar notavelmente os cortes dos quais faz parte. Não podemos deixar de mencionar as grandes reservas de La Rioja, Ribera del Duero, como as principais regiões da Espanha que o elaboram sob denominação de origem.

Marselan é considerada uma mutação entre o Cabernet Sauvignon e o Granacha, é também chamada de uva de laboratório e cultivada na França, em Languedoc Roussillon. Se adapta muito bem tanto ao clima seco quanto ao úmido.

Pinot Noir é uma cepa de origem francesa, de Borgonha, sendo uma das variedades mais seletas para elaborar vinhos varietais mundiais.

Cepa muito antiga, a Greco Nero provém da parte meridional da península italiana. Seu nome possivelmente indica sua origem mediante o ingresso dos colonizadores gregos, que nos séculos VII e VI a.C, fundaram a denominada Magna Grécia.

De origem francesa, o Caladoc é uma cruza entre o Malbec e Granacha, testada inicialmente em 1958. É uma uva que produz vinhos com níveis fenólicos intensos e cores escuras.

 

A partir de agora, quando formos comprar um vinho tinto, essas referências ajudarão a escolher o vinho mais adequado para cada momento. Por outro lado, é uma forma de ampliar nosso paladar e nossas conversas em homenagem a Baco.

 

Rafael Paniagua



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