Tecnologia em excesso
créditos: Pixabay

Tecnologia em excesso

Esses dias eu achei algo bem engraçado em uma postagem desses perfis divertidos do Instagram. A foto era de um casal e na marcação do nome do namorado, estavam palavras no estilo “sonha querida”, ao invés de um nome de homem.

Quantas vezes se pegou pesquisando a vida de alguém nas redes sociais? Ainda que apenas para dar uma espiadinha? O que não entendo são essas pessoas que não querem que outras pessoas descubram quem é o seu par. Nesses casos, por que fazer marcações? Para marcar território?

A vida online anda bem concorrida ultimamente - e não só nos relacionamentos. Parece que as redes sociais viraram um cardápio de roupas, serviços e lifestyle, onde tudo está à venda.

Confesso que acho bem cansativo. Afinal, nem sabemos mais quem é que está indicando algum produto ou serviço – se é uma pessoa que realmente gostou daquilo, ou se está recebendo algum dinheiro para fazer propaganda. Ainda mais com a integração de algumas redes, onde quase todas têm vídeos de 15 segundos que desaparecem em 24 horas. A ideia que antes era assustadora, a cada dia ganha mais seguidores e adeptos.

As pessoas já estão condicionadas a procurar tudo na Internet, porque dificilmente você não achará algo na rede. Quase tudo tem por lá, acho que tudo! E agora, com as redes sociais como carro chefe de marketing e merchandising, ficou ainda maior a procura por informações na Internet.

Mas vocês concordam que a coisa está exagerada? Não estou sendo saudosista, pois trabalho com redes sociais e vivo conectada. Porém, ainda acho que as pessoas estão exagerando.

Como assim? Bom, vamos lá! Quando você sai com os amigos ou família, vocês conversam ou todos ficam ao celular? Quando você procura algo para ler em uma viagem ou feriado tranquilo, você compra livros e revistas ou baixa novos aplicativos?

É evidente que a tecnologia nos ajuda demais, com aplicativos para trânsito, pesquisas em geral, entre outras coisas. Na internet, a informação é instantânea – o que pode facilitar (e muito) as nossas rotinas.

O cuidado que eu, particularmente, acho que temos que ter é com o lixo virtual. Não devemos seguir tudo a ferro e fogo, achando que tudo o que está na Internet é verdade. Ainda que você tenha curiosidade sobre um medicamento, se você levar ao pé da letra alguns conteúdos da redes, você pode achar que está morrendo quando tem apenas uma dor de cabeça.

Eu trabalho com pesquisas de tendências e comportamentos que se refletem na moda. E, para os próximos anos, os maiores bureaux de tendências apontam uma busca pelo passado, um resgate de valores antigos. A importância da casa dos avós, os trajes mais resistentes, a comida confortável. Por que, então, não aproveitar para entrar no clima e deixar a tecnologia um pouquinho de lado em algumas situações?

Afinal, você não poderá reclamar dos seus filhos e amigos dizendo que eles não saem do celular, se você também não sair! O exemplo é você e a atitude começa dentro de você. Se eu pudesse dar um conselho, ainda que pareça óbvio, seria diminuir a conectividade e se doar mais para quem está presente, de corpo e alma!

 

Mariana Goulart



Sobre o Bella Politica de Privacidade Política de Cancelamento Programa afiliados Área do parceiro Publicidade Imprensa Contato RSS