No fim do mundo, Mongólia
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No fim do mundo, Mongólia

Quando pensamos em viagens e viajantes, o que vem à memória é uma das aventuras mais épicas já vividas: a viagem de Marco Polo, durante a qual teve a oportunidade de conhecer Gengis Khan (o grande imperador mongol).

Desde então, mesmo depois de tantos anos, poucas coisas mudaram naquele País majestoso e desconhecido, dono do deserto mais quente do mundo, o Gobi, e de algumas das mais belas montanhas, povoadas por nômades e falcões.

Entre os gigantes Rússia e China, esta terra vasta sem saída para o mar conserva intactos o ar milenar e suas tradições. Ulán Bator é a capital, onde estão aproximadamente um terço de sua população, e a partir de onde é possível organizar diversos trajetos turísticos para aventureiros incondicionais de belezas e paraísos escondidos.

A região central da Mongólia é formada principalmente por estepes relativamente planas. A parte sul do País fica no deserto de Gobi, enquanto as zonas norte e oeste têm caráter montanhoso. O ponto mais alto da Mongólia é o monte Kujten-Uul, com 4.374 metros de altura, situado nos montes Altái.

O clima é continental, com grande amplitude térmica: a maior parte do País apresenta altas temperaturas durante o verão curto e frio extremo durante o prolongado inverno, podendo atingir temperaturas tão baixas quanto -30 °C (-22 °F). Ulán Bator é a capital de Estado com temperatura média anual mais baixa no mundo inteiro.

 

Natureza, desertos, fósseis e mosteiros
O Parque Nacional Gorkhi-Terelj fica a 1.600 metros acima do nível do mar e a aproximadamente 37 km de distância da capital. É a visita mais popular com partida de Ulán Bator.

A região mais preparada para receber turistas é a região sul, o lugar ideal para caminhadas, cavalgadas, acampamentos, rafting e escaladas. É possível até mesmo nadar nas águas gélidas! Também há formações rochosas abertas a visitação, além do templo Ariyabal, de onde é possível apreciar lindas visões da natureza. Dentro do parque há algumas casas de repouso e acampamentos.

O Parque Nacional de Bogd Khan, está ao sul do distrito de Ulán Bator e há ônibus às 7h e às 19h (na dúvida, confirme os horários de partida com o hotel). Lá é possível visitar algumas montanhas sagradas, arte rupestre e o mosteiro Manzushir Khid, do século XVIII, que chegou a alojar 300 monges. Ali também é muito comum cavalgar pelo parque.

Foi no complexo Tsonjin Boldog, a 54 km ao leste da cidade que, segundo a lenda, Gengis Khan encontrou o chicote de ouro. Ali se construiu uma enorme estátua que mostra o líder mongol em seu cavalo. A estátua tem 40 metros de altura e turistas e visitantes podem subir na cabeça do animal para apreciar uma vista panorâmica da região.

O deserto de Gobi é um dos maiores do mundo e a parte das dunas ocupa somente 3% dele. Apesar de a maioria dos visitantes desejarem ver as dunas e fazer passeios sobre camelos, o restante da paisagem também é imponente. A área das dunas é conhecida como Khongoryn Els e, como nos desertos do Marrocos e da Índia, a estadia com os nômades inclui passeios de camelo, caminhadas e lanches.

Tsagaan Suvarga é uma região árida, com formações rochosas que, compostas por diferentes minerais, adquirem cores distintas. Este parque nacional também fica no deserto de Gobi.

Dalandzadgad, zona arqueológica que fica ao sul do deserto, é um dos lugares onde estão as maiores quantidades de restos de esqueletos e ovos de dinossauros. Pode-se chegar à zona urbana de ônibus, partindo de Ulán Bator, porém as formações rochosas apenas permitem visitações em grupos.

Bayazang, também chamado de Flaming Cliff (penhasco flamejante), é outra formação rochosa aberta à visitação no deserto de Gobi, onde também há muitos fósseis.


Gastronomia nômade
A gastronomia tradicional da Mongólia é típica dos povos nômades que vivem na região e consiste principalmente em produtos lácteos e carne. Os povos nômades se alimentam de carne e produtos derivados de ovelhas, camelos, cabras, entre outros.

O prato mais consumido nos ambientes rurais é o cordeiro, servido às vezes assado, sem nenhum outro ingrediente. Nas cidades, é bem comum alimentar-se com uma massa que recobre uma espécie de almôndega, chamada “buuz”, cozinhada a vapor.


Vistos
Todos os latino-americanos precisam de vistos para visitar a Mongólia. É recomendado consultar os consulados correspondentes antes de viajar para mais informações sobre vistos e outros documentos necessários.

 

 

 

Rafael Paniagua



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