Lanzarote: a ilha dos vulcões
créditos: Dollar Photo CLub

Lanzarote: a ilha dos vulcões

Apesar de todas as ilhas do arquipélago de Canárias serem lindas, Lanzarote se destaca devido à sua composição vulcânica. Não em vão, foi ali que o imortal Saramago fixou residência e escreveu os últimos capítulos de sua vida.


A origem do nome se deve ao marinheiro genovês Lanceloto Malocello, que chegou à ilha no início do século XIV. Com quase 142 mil habitantes, é a terceira ilha mais povoada das Canárias, perdendo apenas para Tenerife e Gran Canária. Nela está o Parque Nacional de Timanfaya, uma das principais atrações turísticas da região. Desde 1993, a Lanzarote é considerada Reserva da Biosfera pela UNESCO.

A capital Arrecife (com aeroporto próprio) é, possivelmente, o ponto menos encantador da região. Pertinho dali está Puerto del Carmen, com diversas opções de acomodação, restaurantes e agências de viagem (que organizam passeios por toda a ilha, incluindo à Ilha Graciosa, ao Norte). Não obstante, podemos encontrar muito mais opções espalhadas ao longo da ilha (recomendamos escolher mais de um ponto de parada para conhecer melhor os pontos mais reservados).

Para os amantes do mar Lanzarote é maravilhosa, uma vez que oferece a oportunidade de desfrutar o majestoso oceano Atlântico com todos os tipos de atividades, da pesca ao surfe.


Parque nacional de Timanfaya

Espetacular! Paisagem de lava e gêiseres, horizontes mágicos que encontram mar azul nítido e límpido, de águas cristalinas e oceânicas. A região tem mais de 50 km², onde é possível observar mais de 25 vulcões, além dos campos de lava em perfeito estado de conservação. Lá está o monumento natural das Montanhas do Fogo, espaço que ainda conserva certa atividade vulcânica, como demonstram as emanações de calor vindas do solo.


Os Jameos del Agua
Sem dúvida o arquiteto César Manrique marcou época no desenvolvimento turístico de Lanzarote. É dele a criação dos Jameos del Agua, uma intervenção espacial desenvolvida a partir de uma série de jameos naturais que pretende mostrar ao visitante um espaço para a contemplação da natureza apenas com intervenção humana.

Como a Cueva de los Verdes, os Jameos del Agua ficam no interior de um túnel vulcânico que surgiu da erupção do vulcão de La Corona. Ali há pelo menos três jameos – ou aberturas no terreno. O “Jameo Chico”, por onde se acessa o interior, o “Jameo Grande” e um terceiro, chamado de “Jameo de la Cazuela”.

Se possível (fique de olho no calendário deles), recomendamos assistir a algum evento cultural nos Jameos – um lugar que o faz sonhar acordado. Além desses pontos, também sugerimos visitas a: El Jable, Famara-Guatifay, o maciço de Ajaches, o vulcão de La Corona e, é claro, a peculiar e tradicional Ilha da Graciosa.


Gastronomia da ilha
A comida em Lanzarote advém de diversas opções gastronômicas das Ilhas Canárias. Há predominância de pratos feitos com frutos do mar, tanto de peixes como mariscos. Entre as sobremesas tradicionais estão a rabanada, as empadas doces e um creme de clara de ovos com açúcar.

Quanto às bebidas, os melhores acompanhamentos para a gastronomia da ilha são os conhecidos vinhos, que possuem denominação de origem própria.


Clima
O clima nas Canárias é sempre estável devido à sua localização geográfica, com temperaturas agradáveis que ficam por volta de 25ºC. Portanto, qualquer época do ano é boa para visitação. Se não quiser muita movimentação, evite os meses de dezembro e janeiro, e também a época do verão europeu (de junho a setembro).

Em resumo, Lanzarote é um destino único, mágico e inesquecível. Entre o mar e os vulcões, estão noites estreladas cheias de encanto e dias com céu de azul intenso.




Rafael Paniagua



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