Islândia, a terra gelada
créditos: IslandiaTravel.es

Islândia, a terra gelada

Montanhas, desertos, gelo... Além dos mares e de nossa imaginação surge este lugar, repleto de mistério e história. Ainda que não existam dados precisos sobre seus primeiros moradores (que atualmente são cerca de 300 mil), sabe-se que foi a partir dos anos 700 que os primeiros visitantes (escandinavos) aportaram por lá – alguns dizem ainda que os primeiros foram escoceses ou irlandeses.

Metade do caminho entre Europa e Groelândia, a capital Reikiavik tem pouco mais de 100 mil habitantes e é o ponto de partida de qualquer viajante que deseja descobrir o território. Embora o idioma oficial seja o islandês, quase a totalidade da população fala inglês fluente. A comunicação é excelente, o que facilita o percurso de todo o litoral da ilha maior – devemos lembrar que a Islândia é composta por diversas ilhas menores. O melhor para visitar esses pontos é o aluguel de um carro, para poder ter mais autonomia e levar equipamento adequado para passeios e caminhadas mais longas. Há ainda muitas agências de viagem que oferecem roteiros de acordo com os vilarejos locais e vontades dos visitantes, atendendo desde os mais tranquilos, até os mais aventureiros.

Pode-se também esquiar, ainda que as opções não sejam tão vastas. A península de Troll é uma boa pedida para quem quer esquiar. Outra opção para os que querem se exercitar é a escalada no gelo. As cachoeiras e vulcões dão a impressão de que é ali que o Planeta respira.

Devido a sua geografia, recomenda-se viajar entre os meses de junho e agosto. No restante do ano as temperaturas baixam drasticamente, fora a questão da claridade do dia, que fica comprometida por ser inverno. Em dezembro, a escuridão chega a durar 20 horas, e em janeiro a claridade dura apenas umas 10 horas. É claro que, em janeiro e fevereiro, os custos para turistas são bem mais acessíveis, e a ilha fica completamente encoberta pela neve, o que deixa a paisagem espetacular.

Além do avião, é possível chegar à ilha de barco. Os caminhos mais comercialmente usados (pela empresa Smyril Line) partem da Dinamarca. Há também a possibilidade de se fazer passeios entre as ilhas que formam o arquipélago.

A comida e a bebida são outro ponto excelente da região. Obviamente, os frutos do mar são ótimos, principalmente aqueles que, devido às temperaturas gélidas, têm um pouco mais de gordura. A carne de baleia (variedade Minke) é deliciosa e uma das refeições tipicamente islandesas. Alguns dos pratos mais extravagantes incluem: hákarl (cubos de tubarão em putrefação), Sviðasulta (queijo produzido a partir da cabeça de ovelha queimada), e Lundabaggi y hrútspungar (testículos de carneiro em conserva). O fígado, especialmente em salsichas, ou a carne de rena são outras opções aos curiosos. Os iogurtes também são muito saborosos e merecem uma chance. A água da torneira é potável, considerada umas das mais puras do mundo, e as cervejas locais (Egils, Lite, Gull, Pilsner Premium), bastante caras, são deliciosas devido à água utilizada em sua produção.  Para os mais ousados, sugiro o licor Brennivín (´morte negra´), feito com polpa de batata fermentada. Vale lembrar que a idade mínima para consumir bebida alcoólica por lá é de 20 anos.

Os islandeses adoram sair à noite, e sabem se divertir como ninguém em festas que duram a noite inteira. Não estranhe caso se depare com cenas picantes de amor. Digamos que por ali o povo não é nada envergonhado... Para o frio, nada melhor do que comprar uma peça de rouba da região, todas de excelente qualidade.

Não podemos esquecer de um lugar que chama a atenção do vilarejo inteiro. Trata-se de um museu, ainda que sem quadros ou esculturas. É o ´La Faloteca Islandesa´ (museu fálico da Islândia),que fica na capital e se caracteriza por possuir a coleção mais extensa de pênis de diferentes espécies. Desde órgãos de mamíferos, com quase dois metros, até pênis de ursos polares, golfinhos (cujo membro é giratório) e ratos. Em vitrines, dispostos como troféus, conservados em formol ou em distintas poses artísticas, tudo neste museu deixa os visitantes boquiabertos.

É um destino caro, porém o preço das coisas na Islândia não deveria ser um empecilho para se conhecer este lugar impressionante. Mantenha-se, porém, atento aos vulcões. Nunca se sabe...





Rafael Paniagua



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