Irã: uma viagem ao encanto persa
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Irã: uma viagem ao encanto persa

Berço da civilização, protagonista da história, convertido e desconhecido na atualidade. Um destino repleto de surpresas e belezas: mesquitas, jardins, montanhas e desertos. Este cantinho do mundo, que desde 1935 é conhecido como Pérsia, oferece aos viajantes ávidos por segredos uma oportunidade única de mergulhar no passado, na aurora do conhecimento.

Grandes pensadores, filósofos, matemáticos e astrônomos deram luz à escuridão. Sábios e poetas como Omar Khayann, patrocinados pela aristocracia, oferecerem esplendor à cultura persa, sem a qual não poderíamos compreender a evolução posterior de ‘ocidente’. Viajar pelo Irã é entender esse ponto de inflexão, após o qual a humanidade não poderia mais ser a mesma. Apesar de tudo, o destino também é caprichoso, e atualmente o país enfrenta o rigor da teocracia, com normas de comportamento rígidas e o pesado jugo da doutrina muçulmana (é importante saber que os iranianos são muçulmanos, porém não árabes). Por outro lado, os vilarejos são seguros, uma vez que seus habitantes são receptivos e hospitaleiros, despertando emoções especiais a todos os que se aventuram por suas terras.

 

As cidades

Talvez a cidade que menos valha a pena visitar (apesar de ser a capital e ter algumas mesquitas e museus excepcionais) seja Teerã. No fim do dia passa a ser uma cidade comparável a qualquer outra. Proponho lugares que certamente são mais atraentes e que, sem dúvida, ficarão na memória para sempre.

Samarcanda é uma das cidades mais antigas do mundo ainda habitadas. Devido à sua localização, desenvolveu-se por causa da Rota da Seda, entre China e Europa. Nos arredores de Samarcanda está o sítio arqueológico de Afrasiab, cidade precursora de Samarcanda que foi fundada no século VII a.C. Samarcanda foi aos poucos se tornando uma das cidades mais importantes do Império Persa. A praça das três ‘madrassas’ é um lugar único no mundo, devido à espetacular arquitetura islâmica.

Além disso, a cidade nos presenteia com outros lugares mágicos: necrópolis Shah-i-Zinda (considerado um dos mais belos monumentos); mausoléo Gur-e Amir, um octógono com tambor cilíndrico no interior, coroado com uma grande cúpula; as ruínas de Afrasiab e o observatório Ulugh Beg (o mais imponente observatório astronómico da época antiga) são outros símbolos emblemáticos.

Isfahán ou Ispahán, localizada a 340 km ao sul de Teerã, é a capital da província de Isfahán e a terceira maior cidade do Irã (depois de Teerã e Mashhad). A beleza de Isfahán inspirou aos músicos de jazz Duke Ellington e a seu colaborador Billy Strayhorn a escriverem uma música em seu nome. A praça de Naghsh-i Jahan foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. É a maior praça do Irã e uma das maiores do mundo.

 

As montanhas

Outro encanto do Irã são suas montanhas, tanto para os que curtem atividades como o trekking, quanto para os amantes do esqui. A cordilheira dos Montes Alborz, que cruza o norte do Irã a partir da fronteira com a Armênia até o Turcomenistão, é de beleza incrível. Entre as montanhas que compõem esta cordilheira há várias estações de esqui, sendo as mais populares Dizin, Shamsak, Darbandsar e Tochal. Ainda que algumas das estações pareçam um pouco antiquadas, o espetáculo proporcionado pelas paisagens locais é uma recompensa maravilhosa.

 

As praias

As praias do Golfo Pérsico a oeste e o clima quase subtropical do Mar Cáspio ao norte são lugares exóticos para apreciar e relaxar. Hosseini Sahel, às margens do Cáspio, é uma praia linda. Atenção, porém, pois não são como a maioria das praias do mundo. As mulheres não podem usar biquíni e os homens tomam banho de mar em uma área reservadas. Há cerca de 80 km dali está uma das poucas praias livres e, por isso, sem vigilância, conhecida como Ziba Kenar. Os visitantes são muitos, já que ali é permitida a convivência entre homens e mulheres, embora as moças tenham que estar vestidas dos pés à cabeça.

 

As roupas

Essa é um tema que pode ser complicado, mas devemos deixar claro que é um país que tem exigências claras de vestimentas para as mulheres e que devem ser respeitadas pelos que passam por lá.

Dito isto, vale lembrar que o nível de “tolerância” social com a vestimenta do visitante (ou melhor, da visitante) é maior do que as recomendações às mulheres locais. Mulheres: mesmo turistas, estão sujeitas ao código obrigatório de vestimenta islâmica!

Com relação às cores, desaconselha-se o uso de verde esmeralda ou verde bilhar, que são cores com conotação religiosa, e também não é recomendável estar toda de vermelho ou toda de branco. O xador (túnica que se coloca sobre a cabeça e os ombros), é obrigatória apenas para a entrada em mausoléus e podem ser emprestadas nos hotéis.

Para os homens, o ideal é vestir calças mais soltas. A camisa pode ser de manga curta, embora a maioria dos guias diga outra coisa.

 

Apesar de algumas restrições culturais, muito diferentes das do mundo Ocidental, o Irã é definitivamente um lugar exótico e recomendado para aqueles que desejam estar em uma realidade diferente. É um desses lugares que não conseguimos saber como é, a não ser que realmente estejamos por lá.

 

Rafael Paniagua



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