Chiloé, um arquipélago ao Sul
créditos: ICMT

Chiloé, um arquipélago ao Sul

Sul do Chile, antes das terras patagônicas, antes do fim do mundo. Abrupta em sua geografia, repleta de enseadas e promontórios, este lugar mágico emerge das águas do Pacífico, delimitado por magia e paisagens inusitadas até mesmo para os viajantes mais exigentes e aventureiros.

Uma vasta gama de ilhas e canais fazem parte deste lugar encantador. Todos os povoados moram junto ao mar, com exceção de Huillinco, que fica à beira do lago que recebeu o mesmo nome. Os principais são: Castro Ciudad, porto e capital da província de Chiloé desde 1982. É a terceira cidade mais antiga do Chile, fundada por Martín Ruiz de Gamboa em 1567. Lá se destacam os palafitos, o mercado e a igreja San Francisco, declarada Monumento Nacional e Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Na comunidade de Castro está parte do Parque Nacional Chiloé.

Ancud foi a capital da província de Chiloé até 1982 e é a segunda cidade mais importante da ilha. Ali está o Museu Regional de Ancud, que conserva objetos históricos, artesanais e representações de seres mitológicos. Além disso, seus arredores possuem uma série de fortes, como o Forte Ahui e o San Antonio, que foram construídos no século XVIII.

Também vale a pena conhecer Quellón (cujo nome original era Llauquil); e Dalcahue, conhecido por hospedar a Igreja Nuestra Señora de los Dolores (Monumento Nacional e Patrimônio da Humanidade) e por sua feira artesanal que acontece todos os domingos pela manhã. Ali é possível adquirir tecidos e cestaria provenientes das regiões vizinhas.

A população é descendente principalmente da mescla entre os aborígenes (huilliches, cuncos, payos e chonos) e de colonizadores espanhóis, com a vinda posterior de chilenos de outras regiões e alguns estrangeiros (alemães e croatas). Durante a época colonial existiam povoados de índios (Queilen, Chonchi, Tenaún), de espanhóis (Chacao e Quenac) e outras misturas (Castro, Dalcahue, entre outros).

Gastronomia
Sem dúvida o principal prato é o Curanto, conforme explicado pela escritora Isabel Allende no livro Afrodita. No entanto, não se pode deixar de degustar outras receitas regionais, como cazuela chilota, chapaleles, yoco ou milcaos. Atualmente há ainda ótimas cervejas artesanais, originárias dos colonos alemães, embora a estrela indiscutível do Chile é, sem dúvida, o vinho. Para acompanhar, o pisco puro (cachaça de uva), ou uma versão mais doce, pisco sour (com limão e clara de ovo).

Como chegar
A Ilha Grande de Chiloé fica a 1186 km de Santiago e a 90 km a Sudoeste de Puerto Montt. Logo, é preciso seguir até Pargua, onde se pega a balsa para cruzar o canal de Chacao até a ilha. Viajar de avião é a forma mais rápida para chegar a Puerto Montt e, depois, a Chiloé. A viagem sem escalas dura aproximadamente uma hora e 40 minutos, com ao menos quatro partidas diárias. De ônibus a viagem chega a durar 17 horas de Santiago a Castro. É possível também alugar um carro e, se este for o caso, para chegar a Puerto Montt partindo de Santiado deve-se pegar a rota 5 Sul, em um trajeto que demora aproximadamente 13 horas, e depois ir a Pargua, onde se pega a balsa para cruzar o canal de Chacao até a ilha, num trajeto que demora cerca de 25 minutos.

Recomendamos viajar nos meses mais quentes, entre outubro e março, sendo que fevereiro é o mês de maior movimento turístico. Em suma, Chiloé é um lugar de incrível beleza que nos aguarda com sua quietude discreta e renovadora.


Rafael Paniagua



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