As cachoeiras mais incríveis do mundo
créditos: Dollar Photo Club

As cachoeiras mais incríveis do mundo

A natureza é, por si só, um dos melhores motivos para se viajar o mundo. Às vezes uma montanha, um lago, um rio, são a desculpa perfeita para conhecer lugares desconhecidos, afastados das metrópoles. É na natureza que as emoções fluem, o pensamento voa e a reflexão nos devolve nossa humilde essência de sermos, simplesmente, humanos.

A seguir destaco uma seleção de destinos nos quais a protagonista é a agua – o elemento mais presente no nosso planeta.


Cataratas do Iguaçu (Fronteira entre Brasil e Argentina): certamente uma das fronteiras mais espetaculares do mundo, entre o estado argentino de Missões e o Paraná (nos dois lados declaradas patrimônio mundial). Dizem que as Cataratas do Iguaçu vêm do Brasil (de onde se tem uma visão mais panorâmica) e acontecem na Argentina, onde estão 80% das suas 275 quedas d’água, entre eles a famosa Garganta do Diabo, com 80 metros de altura.

Cachoeiras do Ventisquero Colgante (Patagônia, Chile): as cachoeiras do Parque Nacional Queulat, na Patagônia chilena, fluem durante todo o ano rodeadas pela floresta temperada. A agua procedente do derretimento de uma massa de gelo tem queda espetacular de centenas de metros de altura.

Cascata Yosemite (Parque Nacional de Yosemite, Califórnia): com mais de 700 metros de queda, a Yosemite é a mais alta da América do Norte e está na lista das mais altas cascatas do mundo. Existe do inverno até meados do verão e a quantidade de água varia de acordo como volume de neve na região montanhosa da Serra Nevada da Califórnia. A melhor época para visitação é a primavera.

Cataratas Nohkalikai (Índia): a maior queda livre de água da Índia (335 metros) fica nas proximidades da cidade de Cherrapunji, uma das regiões mais úmidas do planeta. As cataratas de Nohkalikai se alimentam da água da chuva que se acumulam acima, em um planalto coberto por vegetação, e trazem os degelos das montanhas. Por isso, o volume varia de acordo com a época do ano: na estação seca, a água cai tranquila em uma piscina natural verde-turquesa; durante a monção ocorre com força, formando uma raivosa espuma branca.

Gullfoos (Islândia): a cachoeira Gullfoos, também conhecida como cachoeira Dourada, é um dos atrativos turísticos mais populares da Islândia. Nas tardes de verão é comum desfrutar de um arco-íris escondido na névoa que flutua sobre o canal do rio Hvítá.

Vinnufossen (Noruega): a Noruega tem um dos tesouros aquáticos mais vertiginosos da Europa. O Vinnufossen não é o mais turístico, nem mesmo o mais espetacular, porém nada pode tirar sua honra de ser o maior de todo o continente, com 860 metros de queda. É parte do rio Vinnu, que nasce na montanha Vinnufjellet e alimenta-se da geleira Vinnufonna.

Lagos Plitvice (Croácia): o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, na região de Lika, é um fenômeno arquitetônico da natureza: são 16 lagos em diferentes altitudes, interligados por 92 cachoeiras e rodeados por bosques onde vivem ursos e lobos. A área é patrimônio mundial da Unesco desde 1979 (com renovação no ano 2000) e casamentos aos pés das cataratas são frequentes.

Cataratas Vitória (Fronteira entre Zâmbia e Zimbábue): o explorador David Livingstone batizou as Cataratas Vitória em 1855 por causa da rainha Vitória, da Inglaterra, embora localmente elas sejam chamadas de Mosi-oa-Tunya – a fumaça que troveja. Esta cascata espetacular e estrondosa do rio Zambeze, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue, é a maior cortina de água do planeta (com 1,7 km de extensão) e considerada patrimônio mundial desde 1989.

Cataratas do Rin (Suíça): os mais de 150 metros de largura e 23 metros de altura fazem das cataratas do Rin uma das maiores da Europa. Em 1797, Goethe as descreveu em seu diário como “as fontes do oceano”. Ficam em Schaffhausen, ao norte de Suíça. Os visitantes podem se aproximar delas a bordo de barcos.

Havasu (Grand Cânion do Colorado, EE UU): Havasu fica ao sul do Parque Nacional do Grand Cânion do Colorado, no Arizona, Estados Unidos, e é território dos índios Havasupai. A água cai de uma altura de 37 metros em uma piscina natural da cor turquesa, que contrasta com as rochas vermelhas que a circundam. As paredes que rodeiam a cascata amplificam o barulho da queda, que pode ser ouvido a um quilômetro de distância.

Cascata Ángel (Venezuela): a Cascata Ángel é a queda d’água mais alta do mundo, medindo quase um quilômetro (979 metros). A água surge de Auyan-tepui: um tepui é uma espécie de planalto do período Pré-Cambriano, abrupto, com paredes verticais e bastante plano na superfície. A catarata tem maior fluxo entre junho e dezembro, fica no Parque Nacional Canaima e serviu de inspiração para a selva fictícia do filme de animação ‘Up’.

Cascata de Tugela (Sudáfrica): a Cascata de Tugela é a segunda maior queda d’água do mundo, com 948 metros de altura. Fica nas montanhas do Dragão e é parte do Parque Nacional de Royal Natal, ao leste da república da Sudáfrica. São cinco cascatas sazonais – ou seja, seu fluxo depende muito da época do ano. No inverno, é possível que as mais altas congelem, apresentando colunas de gelo. O entorno apresenta enorme riqueza botânica.

Cascata de Ouzoud (Marrocos): em bérbere, ouzoud significa oliva, como a pavimentação da estrada de acesso à base onde está localizada esta cascata, no pequeno povoado de Tanaghmeilt, no centro do Marrocos. Esta cascata é considerada a mais alta (cerca de 110 metros) e a mais bela do país.

Ban Gioc-Detian (Fronteira entre China e Vietnam): a maior cascata da Ásia, no rio Guichun, é chamada de Detian – que significa, literalmente, céu virtuoso. Ela é dividida em três quedas e produz uma neblina que deixa a paisagem como se fosse irreal, como se o vilarejo estivesse em um sonho. O verão é a época de maior fluxo.




Rafael Paniagua



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