Nossa amiga Creatina
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Olá, pessoal!
Sempre existiu e talvez sempre vá
existir uma grande polêmica sobre o uso de suplementos. Existem os que
usam e exaltam os benefícios, assim como existem aqueles que são
totalmente contra, inclusive alguns profissionais da área.
Particularmente, sou adepto ao uso de alguns suplementos, mas sou contra
o uso exagerado e sem critérios. E, aproveitando que a Anvisa liberou o
uso de creatina e cafeína (apenas aos atletas profissionais), vamos
falar sobre a creatina na coluna de hoje.
A creatina é um suplemento que fornece extrato energético para uma fase muito específica do treino,
ou seja, esforços de alta intensidade, tais como sprinting, musculação,
pontos disputados no tênis e lutas. Atletas que precisam passar por
estes processos e treinamentos são os que mais se beneficiam da
suplementação.
Como funciona a Creatina no organismo humano?
A molécula principal de produção de energia em nosso corpo é o ATP
(Adenosina Trifosfato), que libera energia após sua ruptura. Disso
resulta a formação de ADP (Adenosina Difosfato) que pode ser considerada
uma versão de ATP menos energética. Infelizmente, o nosso corpo tem um
suprimento de ATP muito limitado (que dura apena alguns segundos), e
essa molécula precisa ser regenerada se o exercício se prolongar por
mais tempo.
Uma das formas que o corpo utiliza para regenerar ATP é usando outra
molécula, chamada fosfato de creatina (FC). A creatina, como FC, é a
forma de o nosso corpo fornecer ATP durante exercícios de grande
intensidade, mas de curta duração. Basicamante, o efeito do FC é
fornecer seu átomo de fosfato ao ADP, de modo que forme novamente ATP
que irá posteriormente se dividir e liberar energia necessária à
continuação do exercício.
Dessa forma a creatina prolonga o tempo de exercício,
o que não seria possível normalmente. Até agora não se sabe qual a
causa do aumento de massa corporal relacionado com a creatina. A revista
americana Journal of Strength and Conditioning Research aponta que a retenção de água poderá não ser o único responsável por
esse aumento, o que significa músculos maiores e mais fortes. Existem
provas de que a creatina estimule a produção de proteínas musculares, sem que haja ganho extra de gordura corporal, o que é bom do ponto de vista atlético.
A dosagem normalmente sugerida é de via oral (pó), de preferência com
algum carboidrato, sendo que, na primeira semana, faz-se a saturação da
célula - ou seja, 20 gramas de creatina divididas em 4x ao dia em
porções de 5 gramas. Após essa fase de carga, basta apenas uma dose de 5
a 10 gramas por dia, de forma que mantenha elevado nível de
concentração muscular de creatina.
Vale lembrar, como de costume, que não existe pílula mágica. Todo suplemento só funciona
adequadamente se aliado a uma dieta programada, para turbinar um
programa de treinamento seguido com assiduidade e empenho. Caso contrário, nem perca tempo e dinheiro com eles, pois será inútil.
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